Biofeedback

Retroalimentação Biológica

Biofeedback é um termo do inglês criado em 1969 para descrever o processo de leitura, armazenamento e amplificação de sinais fisiológicos emitidos por um organismo vivo e apresentação desse através de mecanismos e interfaces compreensíveis, como mídias. A retroalimentação em tempo real proporciona ao organismo a possibilidade de tomar consciência das informações obtidas e as aprimorar, através dos mecanismos de aprendizagem, treinamento e autorregulação. São retroalimentados sinais provenientes de diferentes sistemas que formam o organismo, mas não limitados a esses: Sistema Nervoso Central (SNC) NEUROFEEDBACK, Sistemas Nervosos: Periférico (SNP) e Autônomo (SNA) BIOFEEDBACK.

Na Saúde, o treinamento com biofeedback é um poderoso processo terapêutico para gerenciamento dos padrões fisiológicos de desordens orgânicas ou aprendidas em resposta ao estresse, que desregulam nosso equilíbrio.

Na Educação, o uso de biofeedback é um maneira de medir e ensinar a aumentar potenciais de atenção e cognição, além de habilidades de gerenciar estresse em situações desafiadoras ou de avaliação.

Treino Biofeedback – Fonte: Wikipedia

Na área de Excelências em Performance, biofeedback pode ser usado em treinamento de atletas, artistas e executivos de classe mundial para desenvolvimento de estados de alto empenho, rápida tomada de decisão e ainda controle de estresse.

O termo Biofeedback é usado em referência aos processos de autorregulação através da interface homem máquina, em que respostas fisiológicas são monitoradas e o usuário é capaz de aprender a modulá-las e, desse modo, ocorre a autorregulação.

De modo geral, um conjunto de sensores capazes de monitorar certas respostas fisiológicas é ligado a uma pessoa cujas respostas são enviadas a um computador, que processa esses dados. A autorregulação ocorre quando, ao visualizar suas respostas em tempo real via uma interface na tela do computador, a pessoa aprende a modificá-la, ou seja, aprende a modificar também as suas respostas corporais.

Modalidades de Biofeedback

GSR biofeedback: capta a resposta galvânica da pele ou a resposta de condutância da pele. O sensor pode ser posicionado na ponta dos dedos das mãos ou dos pés. Essa resposta corporal é muito sensível a alterações emocionais. Dependendo do nosso estado emocional, transpiramos mais nas mãos e extremidades do corpo, o que altera essa resposta de condutância. O treinamento em GSR biofeedback é recomendado para controle de estresse, dessensibilização a estímulos geradores de medo e aumento da inteligência emocional.

Biofeedback termal: capta variações na temperatura das extremidades, medindo o fluxo sanguíneo através dos pequenos vasos capilares da pele em regiões distais. Nessa técnica, o sensor também pode ser acoplado nas pontas dos dedos. Quando ativamos nossas respostas de defesa, como ocorre em situações de estresse, os vasos se contraem e a temperatura tende a cair. Quando estamos mais relaxados, realizando atividades prazerosas e tranquilas, os vasos dilatam e a temperatura nas extremidades tende a aumentar. Esta modalidade é também recomendada para pessoas que querem aprender a relaxar, na melhora da resistência a certos tipos de enxaqueca e também em treinamento para superação de distúrbios vasculares específicos.

Biofeedback cardiovascular ou biofeedback da Variabilidade de Frequência Cardíaca (VFC): Essa técnica de biofeedback trabalha com respostas captadas a partir dos batimentos cardíacos. Os sinais do coração podem ser captados através de sensores posicionados nas pontas dos dedos ou lobulo da orelha, que monitoram também os vasos sanguíneos capilares, ou através de sensores de eletrocardiografia acoplados ao tórax, captando os batimentos cardíacos. Através do monitoramento da VFC é possível obter indicadores relacionados ao equilíbrio de nossos sistemas de defesa e relaxamento. Desse modo, é possível inferir sobre nossa capacidade de resiliência, adaptação às atividades físicas e cognitivas, assim como nossa capacidade de relaxamento e bem estar. O treinamento envolvendo VFC biofeedback é uma forma fácil e não invasiva de aumentar a oxigenação do sangue, exercitar o coração para maior adaptabilidade as demandas ambientais e gerenciar sintomas relacionados a diferentes estados psicológicos como estresse, ansiedade e depressão.

EEG Neurofeedback: Essa modalidade de biofeedback ocorre através do monitoramento de ondas elétricas cerebrais. Nosso cérebro apresenta padrões de ondas elétricas que podem ser captadas através da caixa craniana, por sensores posicionados no couro cabeludo. Os padrões destas ondas são do conhecimento da ciência biológica há quase 100 anos e refletem a maneira em que a pessoa está percebendo seu meio. O treinamento com neurofeedback, através da modificação consciente destes padrões, tem apresentado alta taxa de sucesso no gerenciamento de sintomas de diversos transtornos orgânicos e psicológicos, incluindo depressão, transtorno de déficit de atenção com ou sem hiperatividade (DDA, TDA, TDAH), transtornos de ansiedade (como síndrome do pânico e transtorno de estresse pós-traumático), epilepsia, tinnitus, tourette, espectro autista, dentre outros. O EEG neurofeedback é uma técnica muito usada com atletas, artistas e executivos na busca de estados de alto desempenho, criatividade e tomada de decisões.

HEG Neurofeedback: Essa modalidade de biofeedback ocorre através do monitoramento da dinâmica do fluxo sanguíneo e metabolismo de oxigênio em regiões cerebrais, trazendo inidicadores quanto à ativação destas regiões. HEG neurofeedback abrange as modalidades NIR HEG (Near Infra Red) e PIR HEG (Passive Infra Red), ambas não invasivas, sendo que a primeira trabalha com o incremento intencional da oxigenação e fluxo sanguíneo através do registro da taxa de hemoglobina oxigenada na região medida e a segunda, com os processos de vasodilatação e vasoconstrição sanguínea através do registro da temperatura da região medida. Os estudos com HEG neurofeedback são incipientes embora seu embasamento científico como tecnologia fidedigna no monitoramento do cérebro é amplo. Sua aplicabilidade tem sido testada no tratamento complementar de enxaqueca do tipo migrânea, transtorno de déficit de atenção com ou sem hiperatividade (DDA, TDA, TDAH), espectro autista, esquizofrenia e perforrmance, para atingir e manter altos níveis de desempenho cognitivo